8 de ago de 2011

GE 5200 & GE 4400


Aproveitando a “ressurreição” do blog, que andou meio devagar, e aproveitando também o lançamento da GE 5200 em miniatura, pela Frateschi, vou falar sobre elas e sobre suas “primas” que trabalharam na Central do Brasil e posteriormente na Santos-Jundiaí.

GE 5200 “Vandeca”:

Construídas entre 1967 e 1968, as GE 5200 foram as primeiras locomotivas fabricadas no Brasil. Fabricadas num total de 10 unidades, representavam “novos tempos para o panorama ferroviário nacional” (o que infelizmente não ocorreu, pelo contrário...).

Apelidadas de “Vandeca”, em homenagem à cantora Vanderléia, da Jovem Guarda, foram as últimas locomotivas elétricas adquiridas pela Companhia Paulista, quando esta já estava sobre controle do Estado de SP (tanto que em 1971, cerca de 4 anos depois, foi criada a FEPASA).

Apesar de serem anunciadas como tendo 5200hp de potência, o que inclusive o nome do modelo sugere, elas geravam em torno de 4400hp, não conseguindo superar em potência a Russa. Foram utilizadas para todo o tipo de trens, embora a maioria das fotos as mostre puxando composições de passageiros.

No final da FEPASA, e na iminência do fim da tração elétrica, ainda houveram experimentos com a aplicação da tração múltipla nessas máquinas, que chegaram a operar em triplex, puxando trens de combustíveis, como uma forma de mostrar que a tração elétrica ainda era versátil, porém isso não foi o suficiente para salvar tanto as Vandecas quanto essa forma de tração, e todas foram desmobilizadas nos anos 90, assim como todas as outras locomotivas elétricas da FEPASA, e aguardam no pátio de Triagem Paulista seu inglório fim: o maçarico...

GE 4400 “Carioquinha/Charutão”:

Compradas pela Central do Brasil em 1962, elas vieram dos EUA, num total de 6 máquinas, para reforçarem o parque de tração da EFCB. Eram utilizadas principalmente para puxar os trens de carvão para a CSN, operando em duplas, ou mais raramente, em trio.

Tais máquinas tinham, assim como as Siemens compradas alguns anos antes, a vantagem de ter todo seu peso aderente, o que era o ponto fraco das Escandalosas, portanto tiveram resultados bem mais satisfatórios nas pesadas rampas da Serra do Mar.

Seu desenho era bem peculiar em relação às outras locomotivas elétricas, assemelhando-se muito ao das locomotivas à diesel, com o corpo estreito - o que lhes rendeu o apelido de “Charutão” no Rio de Janeiro – e apenas uma cabine (evidentemente soluções para simplificar a máquina e barateá-la). Mecanicamente, eram muito semelhantes às “Vandecas”, que surgiriam alguns anos depois, gerando os mesmos 4400hp, sendo que a semelhança mais visível entre elas eram os truques (conjuntos de rodas), idênticos em ambos os modelos.

Operaram no RJ até 1984, tendo sido as últimas locomotivas elétricas a operarem na EFCB... de lá, foram para a Santos-Jundiaí, onde já estavam as Escandalosas e as Siemens “pão-de-forma” , e lá operaram com todo o tipo de trens, inclusive de passageiros da FEPASA. Trabalharam lá até 1996, quando a RFFSA foi privatizada, e a tração elétrica foi suprimida, tendo sido todas elas encostadas, assim como as demais locomotivas da EFSJ... nenhuma delas foi preservada, e todas já foram picotadas há anos, portanto, só resistem em algumas raras fotos, e na lembrança de quem as viu...

13 comentários:

  1. FRATESCHI - COM O SUCESSO DO LANÇAMENTO DAS "VANDECAS"... PEDIMOS QUE CONSIDEREM A "CARIOQUINHA" UM ÍCONE 'APAGADO' EM MAÇARICOS... TRAGAM-NA DE VOLTA PARA NOSSO DELEITE E MEMÓRIA!!!
    GE 4400 “Carioquinha/Charutão”

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  2. GE 4400 “Charutão Carioca” - Não me parece ser muito complicado, pois pelo texto acima, os truques são os mesmos :-)
    Vamos Frateschi... queremos o "CHARUTÃO" de volta!

    Vamos apoiar a campanha pessoal pela volta do "charutão" pela Frateschi!

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  3. APOIADO! As "Vandecas" são Cia Paulista e FEPASA; Seria ótimo ver uma GE da EFCB nas cores da RFFSA, já que não houve junto um lançamento para essas ferrovias. Queremos a GE4400! O "charutão" merece;

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  4. apoiado o lançamento das Carioquinhas! é bom ter outras locomotivas da EFCB na maquete, já que só temos as FA-1 e as Escandalosas (além das vapores)...

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  5. apoio também! Pessoal... os "charutos cariocas" rodaram em malhas paulistanas também... em carga, passageiros e minério... essa loco teve um papel histórico importante! Não podemos deixá-la ao esquecimento...

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  6. Tive o prazer de trabalhar com esses "charutões" e tambem com as "vandecas".Na verdade, os charutões", eram o esqueleto e motorização da vandeca e a carcaça de U12.Tinham uma força danada, mas eram muito leves, e nas rampas, eram doidinhas para patinar e "pindurar".Aposentei em 2002 com uma saudade danada da RFFSA, pois naquele tempo "eu era feliz e não sabia"

    DUARTE

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  7. Referente as locomotivas English Electric da EFSJ, elas sempre usaram as rodas raiadas, e nunca tiveram rodas de aço maciço.
    Sua lotação no trecho de Jundiaí até São Paulo era de 750 toneladas, devido as subidas existentes nesse trecho.
    Agora referente a uma foto postada, em que aparece uma duplex de English Electric, puxando um cargueiro, esse ocorrido foi no dia 27/o5/1985,uma segunda-feira, e esse trecho era no Jaraguá, ao lado da metalurgica VOITH, e o maquinista dessa duplex era eu mesmo.
    Agora as Escandalosas, quando vieram, eram de rodas raiadas, após passarem para a FEPASA, receberam reforma e rodas maciças.
    Era terrivel trabalhar nessas locomotivas, pois o barulho do gerador, com os sopradores de ar, era de arrepiar.
    Trabalhei com essas locos

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  8. DUARTE: - UM EX chefe de trem da Santos jundiaí, comentava que
    as English Eletric tracionavam mais toneladas do que as v8, pois eram
    muito eficientes na tração e peso aderente. Procede isso ?

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    1. O SR. ANÔNIMO, negativo, só 750 toneladas no trecho de Jundiaí-Lapa, e as English, adoravam "pindurar nos morros", agora as V8, subiam que era uma beleza, mas com 750 ton., e dificilmente pinduravam.As Carioquinhas, eram boas, mas muito leves, e tambem pinduravam bastante.Então Sr.Anônimo, o sr. está satisfeito com a resposta, então não custa nada se identificar.Grato.

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  9. fepasa historia de são Paulo que não se apaga nunca

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  10. Bom dia sr. ANÔNIMO.Pelo visto o sr. conhece um pouco de tração, por isso mesmo, porque se esconder atraz de um ANÔNIMO.Pelo visto, já trabalhamos juntos, e disaconfio até de quem o sr. seja.Um abraço.

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  11. Boa tarde Sr. Anônimo.Espero uma resposta sua desde 23 de outubro de 2014, e nada.Certeza que o pratiquei como maquinista, e trabalhamos muito na SJ, e o seu nome começa com J e termina com O.Se estiver errado, desculpe, mas pela pergunta do dia 4 de junho de 2013, e a de 12 de outubro de 2014, "acho que descobri o passarinho".Se quiser responder tudo bem, se não quiser, fica aqui meu sincero abraço de um colega para sempre.

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